domingo, 31 de março de 2013

Vendas no comércio eletrônico do Brasil devem crescer 24% em 2013


As vendas no comércio eletrônico brasileiro devem atingir 28 bilhões de reais neste ano, quando o segmento pode superar 50 milhões de consumidores, conforme projeções traçadas nesta quarta-feira pela empresa especializada em dados do setor, e-bit.
"A tendência é que o ano apresente resultado melhor que 2012 em virtude da retomada do crescimento econômico e da aceleração das vendas de dispositivos móveis como tablets e smartphones", afirmou a e-bit.
A previsão para 2013 representa crescimento de cerca de 24 por cento sobre os 22,5 bilhões de reais faturados em 2012, excluindo serviços e ofertas em sites de compras coletivas, por exemplo.
O número de consumidores virtuais também deve saltar neste ano, superando 50 milhões de pessoas, segundo o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti. Atualmente, 42,2 milhões de consumidores já realizaram uma compra online no Brasil.
O resultado do ano passado foi impulsionado pelo desempenho de vendas no segundo semestre, que concentrou datas comemorativas como Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal --data mais importante para o varejo, cujo faturamento do comércio eletrônico de 2012 atingiu 3,06 bilhões de reais.
Além disso, houve a edição brasileira da Black Friday, cujas vendas somaram 243,8 milhões de reais em 24 horas.
No ano passado, o setor de eletrodomésticos liderou as vendas online, com 12,4 por cento do total, seguido por moda e acessórios (12,2 por cento) e saúde, beleza e medicamentos (12 por cento).
"O segmento de moda e acessórios vem crescendo muito rapidamente... assim como saúde, beleza e medicamentos também vem ganhando participação", disse Guasti.
Em uma análise mais ampla, na qual a e-bit consolidou o desempenho de todo o comércio digital, o faturamento totalizou 49,7 bilhões de reais em 2012, abrangendo vendas de passagens aéreas, ingressos, turismo, market places (locais destinados ao comércio de bens e serviços, como o site Mercado Livre) e em sites de compras coletivas, além das vendas de bens de consumo, que somaram 22,5 bilhões.
Em todo o ano passado, os sites de compras coletivas tiveram faturamento de 1,65 bilhão de reais, alta de 8 por cento ante 2011. Já as vendas de passagens aéreas, turismo e ingressos alcançaram 18,9 bilhões de reais, enquanto a comercialização em market places somou 6,58 bilhões.
TÍQUETE MÉDIO CAI
Em sentido contrário ao desempenho das vendas, o tíquete médio no comércio eletrônico diminuiu no ano passado em relação a 2011, passando de 346 para 342 reais.
"O tíquete médio é alavancado pelas categorias de eletroeletrônicos, informática e telefonia", disse Guasti. "Quando outras categorias emergentes ganham espaço, o tíquete médio cai, mas isso não é ruim", acrescentou, referindo-se a itens de consumo recorrente, como vestuário e acessórios.
A estimativa é de que o tíquete médio fique em 350 reais neste ano.
Guasti também destacou a relevância da isenção de frete por parte das varejistas como forma de favorecer as vendas. "O frete grátis continua sendo o grande alavancador de vendas", afirmou.
Dos 66,7 milhões de pedidos realizados em 2012, 54 por cento tiveram frete grátis, gerando uma economia de 1,09 bilhão de reais aos bolsos dos brasileiros.
Em contrapartida, os 46 por cento dos pedidos restantes resultaram em custo adicional de 932,1 milhões de reais aos consumidores, segundo a e-bit.

Fonte: Estadão.com.br

As empresas virtuais estão mais suscetíveis a críticas na internet?

consumidor-reclamacao
Bastaram algumas horas para que o caso do suco de maçã com resquícios de soda caustica recolhido do mercado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) virasse motivo de piada na internet. Enquanto os principais veículos de comunicação do país estampavam a notícia com destaque, circulava pela web uma imagem da personagem de conto de fadas Branca de Neve recebendo uma caixa do suco de maçã, ao invés da própria fruta, das mãos de uma bruxa.
A reação das pessoas diante da situação mostra que nenhuma empresa está livre de críticas durante um momento de crise ou diante da insatisfação de um cliente. O consumidor moderno descobriu na internet e, principalmente, nas redes sociais uma maneira de criticar e comunicar para milhares de pessoas sua opinião sobre um produto, serviço ou a experiência que teve com determinada empresa, seja ela virtual ou não. Mas será que as empresas virtuais estão mais sujeitas às críticas na internet do que as físicas?
Tentando fazer uma análise do comportamento do consumidor, podemos presumir que quem tem um perfil em uma ou várias redes sociais e costuma comprar produtos pela internet, possui maiores chances de também reclamar de uma loja virtual nesse meio. A primeira reação de quem não recebe o produto comprado em um e-commerce no prazo ou em condições normais é indicar para os amigos das redes sociais que não comprem naquela loja. O fato é que até mesmo problemas vivenciados pelos clientes em lojas físicas são de conhecimento de várias pessoas que estão na internet. A criação e a adoção do site Reclame Aqui, por exemplo, ilustra essa situação.
Portanto, a pergunta que intitula este texto, ao que parece, é NÃO. Grande parte das pessoas tem uma relação com a internet, um perfil em pelo menos uma rede social ou uma conta de e-mail. Mesmo que não seja um “internauta compulsivo”, o consumidor já percebeu a força que tem a internet. Afinal, na rede de computadores mundial ninguém reclama sozinho. Sempre haverá quem concorde, apoie e também relate a experiência de compra que teve em determinada loja, por exemplo.
Para as empresas de internet, é essencial aprender como usar as redes sociais a seu favor. Conhecer o perfil do consumidor, o que ele gosta, o que não gosta é essencial e a internet pode ajudar nesse processo.

Fonte: Ecommerce News

O varejo não é mais o mesmo

Geração de conteúdo é ponto chave e as empresas já começaram a se movimentar nesse sentido
O varejo não é mais o mesmo (comércio eletrônico)
Nos tempos dos Baby Boomers e da Geração X, o varejo estava na rua, dentro do shopping ou na caixa de correios (para quem não faz ideia, era possível comprar por catálogo). Se não fosse a internet, talvez a nossa realidade seria a mesma e as gerações Y e Z poderiam ter características completamente diferentes. Mas uma coisa é certa, a internet mudou (e ainda muda) o varejo:
1. Foi por meio dela que nasceram os novos varejos, o online puro, como é o caso da marca Submarino. Nesse novo modelo, o papel do vendedor foi ressignificado. Agora quem fala diretamente com o público é a marca Submarino, sem intermediários.
É ela quem vai recomendar produtos, falar de seus diferenciais e interagir com o cliente. Geração de conteúdo é ponto chave e o Submarino já começou a se movimentar nesse sentido (vídeo abaixo é um exemplo). Mas precisa ir além e trabalhar um conteúdo que ajude na decisão de compra do consumidor:
E olha que essa informação eles já tem dentro de casa. Por que não usar o conteúdo das resenhas dos usuários para compor um vídeo mais relevante?
2. Alguns varejos offline resolveram expandir seus negócios para o online, como é o caso da marca Ponto Frio. O desafio é manter a mesma experiência independente do canal. Afinal, online e offline é tudo a mesma coisa. O que não pode acontecer é a marca sofrer de dupla personalidade.
No fim do ano passado, o Ponto Frio lançou-se na mídia com uma nova campanha que dava adeus ao apelo popular e apresentava um novo terrório conceitual com força para atingir todos os públicos: viva a inovação.
Suas lojas físicas e online estão mais cleans e organizadas. Tudo caminha para uma experiência única, mas quem teve contato com a marca no Twitter se deparou com outro bicho, na realidade, um pinguim de humor irreverente, apetite “agressivo” para promoções e uma legião de fãs. A marca parece outra:
Será que os outros canais não poderiam se beneficiar desse humor irreverente?
3. O “porta a porta” de antigamente virou social commerce, como é o caso do Magazine Luiza. Ao invés de bater na porta física, os usuários-vendedores batem nas portas virtuais dos amigos (e amigos de amigos) via Facebook.
É a vendedora Avon 2.0, a marca se beneficia da rede de relacionamentos e descentraliza seu papel de criação de conteúdo para seus produtos, enquanto que o vendedor tem a reputação do Magazine Luiza por trás do seu “negócio”.
O ponto de atenção é que essas pessoas são porta-vozes do Magazine, se não manterem a qualidade de seu “serviço” (geração de conteúdo e relacionamento) podem ferir a marca . O inverso também é verdadeiro, se o pós venda do Magazine Luiza não funcionar, não é bom para a loja do vendedor. O plano de contingência é o engajamento (e encantamento). Será que o Magazine Luiza tem planos para isso?
4. O shopping no virtual, virou marketplace, como é o caso do Extra. A marca resolveu navegar em águas já navegadas pela Amazon e começou a incluir alguns lojistas em seu portfolio de produtos. Na imagem abaixo, quem vende e entrega o produto container de plástico é a loja Meu Amigo Pet.
Um dos grandes desafios do marketplace para uma marca é elasticidade. Nesse caso, o Extra já tem uma marca construída e, por isso, possui alguns limites. Quem não tem martelado na cabeça, Extra, o hipermercado da família brasileira?
Extra é hipermercado, né? Não mais. E se o objetivo do Extra for vender de tudo, será que “tudo” cabe na vida mais família?
Fonte: exame.com